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Devia ser umas duas horas da manhã, quando ainda meio sonolento, deitado no chão da sala, abri meus olhos e vi uns japoneses com um instrumento diferente na mão. Havia um mais velho, que falava com o repórter e outros sentados. Então, começou a demonstração... Cinco mil, quatrocentos e sessenta e três, mais, oito mil, setecentos e cinqüenta, menos, duzentos e trinta e oito... etc. Foram uns dez números ao todo. No final todos sabiam a resposta. Só existia o som das contas estalando na moldura do instrumento. Pareciam máquinas de datilografia feitas de madeira. Até então, nunca ouvia falar do Soroban. Achei interessante, mas só isso. De repente, todos deixaram os instrumentos no chão e o professor ditou no mesmo ritmo, números do mesmo tamanho, e a mesma quantidade. Ao final, todos sabiam a resposta. Haviam feito os cálculos mentalmente! O repórter tentava acompanhar os números digitando em uma calculadora, mas era impossível. Fiquei maravilhado! Ao final foi dito o endereço e o telefone, mas devido ao sono, não pude pegá-los. Também não faria diferença, pois não estava preparado para treinar. Era aproximadamente 1988/89 e a demonstração nunca saíra da minha mente. Em dezembro de 1996, adiquiri um livro, um soroban de madeira e comecei a treinar. Logo de início, senti falta, além de um professor, de material de apoio, já que tudo vinha de São Paulo, e de um orientador. Então resolvi desenvolver um programa para auxiliar nos treinos. Desenvolvi uma primeira versão, que logo com o treino foi abandonada, por questões pessoais. No final de 2002, ao terminar o primeiro semestre de Sistemas de Informação, retomei a programação e antigos projetos, incluido o Soroban virtual. O software ficou tão bom em sua segunda versão, que ao receber incentivos de amigos e parentes, resolvi profissionalizá-lo e divulgá-lo na Internet. |
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